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| Foto: Marco Galvão |
Quem acompanha o Corinthians feminino desde 2016 está acostumado com uma presença em campo ou fora dele de uma camisa 7 cheia de classe para jogar futebol, tal como tem que ser alguém que veste a 7 do Corinthians. Essa jogadora em questão tem baixa estatura, é discreta em campo, mas quando aparece, aparece de forma decisiva com seu passe e as possibilidades de chances criadas, além de seus gols. Grazi é o nome dela.
Grazi completou 200 jogos no Corinthians, tendo marcado 58 gols, vencido 156 vezes, empatado outras 31 e perdido em apenas 13 partidas. Com a camisa alvinegra Grazi ergueu 7 taças, desde a Copa do Brasil em 2016 até o Paulistão 2020. São número típicos desse Corinthians que se acostumou a vencer e vem escrevendo uma história linda dentro da modalidade. São números e uma presença de uma jogadora que o torcedor aprendeu a amar e idolotra por saber de seu tamanho e importância dentro desse Corinthians que temos hoje.
Ao final de Corinthians x Realidade Jovem, jogo marcou a ducentésima partida de Grazi, que lhe rendeu homenagens nas redes sociais, placa comemorativa e uma camisa especial, ela disse algo que a Fiel sabia que aconteceria algum dia, mas que gostaria de adiar ainda mais... Até o fim do ano ela vai anunciar a sua aposentadoria. A gente já se despediu antes, mas é diferente. É a Grazi. Como se preparar para se despedir de um ídolo? Mesmo não sabendo como... Nos preparemos, é chegada a hora da despedida, da última dança!
O conforto é saber que mesmo que impiedoso e inevitável, o tempo não é invencível. Há um seleto grupo de pessoas que são eternas que quebram a barreira do fim. Grazi faz parte desse grupo, será impossível não lembrar de seus feitos dentro e fora do Corinthians, de sua representatividade, de seu pionerismo, de suas conquistas e dificuldades para chegar até essas conquistas. Grazi será eterna por ser o retarto e o reflexo da mulher negra brasileira, da torcedora do Corinthians, de uma batalhadora que foi responsável por levar algo nas costas até que esse algo hoje fosse valorizado como é o futebol feminino.
É quase hora do adeus... Desfrutemos enquanto ainda podemos, e nos orgulhemos sempre que possível de ver e ter visto essa mulher gigante defendendo as cores do nosso clube.
Grazielle... Obrigado!

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